Eu ainda penso como seria se meu filho não tivesse nenhum atraso no neurodesenvolvimento.

"Eu ainda penso como seria se meu filho não tivesse nenhum atraso no neurodesenvolvimento."
No Setembro Amarelo, quando falamos tanto sobre saúde mental e prevenção ao suicídio, é importante dar espaço para sentimentos difíceis, como esse pensamento que muitas famílias enfrentam em silêncio.

Questionar, imaginar um “e se...”, faz parte do processo. Mas é o acolhimento, o acesso ao conhecimento e o apoio contínuo que tornam possível uma vida com mais leveza e sentido, mesmo diante de uma nova realidade.
Comentários como: “Mas ele é tão lindo” “Mas ele é tão inteligente”
...não são elogios. Muitas vezes, soam como um consolo enviesado — como se o valor daquela criança fosse reconhecido apesar do diagnóstico, e não simplesmente por quem ela é.
O que essas famílias precisam não é que finjam que está tudo bem. Elas precisam de presença, de escuta sem pressa, de acolhimento sem condições.
Porque quando há espaço para a dor, o amor também encontra espaço para crescer. E é nesse terreno — real, imperfeito e humano — que se constrói uma vida possível, com sentido, afeto e esperança.



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