O receio do olhar dos outros
- Melina Natulini

- 6 de nov.
- 1 min de leitura
Quando pais atípicos saem de casa, nem sempre sabem o que pode acontecer. Uma simples mudança de caminho pode afetar todo o passeio, desorganizar a criança ou gerar comportamentos inesperados. Às vezes, surge uma atração no meio do caminho, algo que chama a atenção da criança, ou uma situação difícil de contornar naquele momento.

Por causa dessas imprevisibilidades e do medo do julgamento — dos olhares, dos comentários como “é só bater” ou “não tem controle do filho” — muitos pais acabam preferindo não sair. Isso é compreensível, mas também mostra o quanto a falta de compreensão social pode limitar o convívio e a participação dessas famílias em espaços públicos.
Planejar o passeio de forma antecipada pode ajudar: pensar em rotas alternativas, horários mais tranquilos e locais que ofereçam estrutura adequada para a criança. E, acima de tudo, é importante lembrar que cada família tem o seu ritmo e que o comportamento da criança não define a competência dos pais.
Os olhares podem vir, mas o foco deve estar no bem-estar da criança e na experiência da família.



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