“Quem cuida de quem educa?”
- Melina Natulini

- 16 de out.
- 1 min de leitura
Quando falamos de inclusão de crianças neurodivergentes, é comum olharmos para as necessidades dessas crianças e com razão. Mas hoje em especial vamos olhar para os professores
Será que eles estão realmente preparados para acolher a diversidade dentro da sala de aula?

A maioria não teve formação adequada. Na faculdade, fala-se pouco sobre inclusão — e quem se formou há 10 ou 20 anos teve acesso ainda mais limitado a esse tema.
Muitos professores nunca estudaram profundamente sobre autismo, TDAH, deficiências intelectuais ou sensoriais. E mesmo quando estudaram, sabemos que o espectro é amplo, e cada criança é única. Não existe uma fórmula.
Por isso, antes de julgar, é preciso reconhecer: os professores precisam de apoio. Apoio com formações contínuas, com orientação da equipe pedagógica, com acolhimento emocional, e principalmente, com empatia.
Eles estão na linha de frente. Fazem o melhor com o que têm. Tentam, erram, aprendem muitas vezes sozinhos.
E inclusão de verdade só acontece quando quem ensina também se sente incluído, ouvido e valorizado.
Que possamos cuidar de quem educa para uma educação mais inclusiva.
Feliz dia dos professores



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